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Fórum TECH-i9: Solução para os desafios das empresas passa pela cooperação

07 Julho 2021

“A cooperação é a única forma de as empresas lidarem com os desafios que se colocam”. O alerta foi deixado por José Carlos Caldeira, do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no decorrer do webinar ‘Novos Modelos de Negócio’, que, organizado pela CEFAMOL no âmbito do programa do Fórum TECH-i9, teve lugar no dia 6 de julho.


Para este orador, que contextualizou o tema antes de um período de debate com a participação de representantes das empresas SOCEM, KOPPtec e MoldWorld, as estratégias individualistas “são muito caras e têm muitos riscos associados”. Por isso, só cooperando é que as empresas conseguirão fazer face ao conjunto de desafios com que se deparam: desde a globalização, à necessidade de formação e requalificação das pessoas, à inovação e aposta na digitalização.


“As oportunidades aumentam, mas a concorrência também”, lembrou, salientando que se colocam enormes desafios às empresas que, pela sua dimensão (PMEs) devem encontrar formas de se ligar. Aí, destacou, assume especial relevância o papel dos clusters, numa estratégia que deve ser de eficiência coletiva.


Uma das principais questões, referiu ainda, é “capturar atividade económica que permita reter os empregos”, lembrando que as empresas têm de estar conscientes da necessidade de investir em inovação, preparando-se para adotar tecnologias digitais, como a impressão 3D multimaterial, a robotização colaborativa, a inteligência artificial ou a internet das coisas.


Lembrando as consequências económicas resultantes da pandemia de Covid-19, José Carlos Caldeira defendeu que “as empresas precisam de se preparar para que algo semelhante, a repetir-se no futuro, não as afete desta forma”. Como? Definindo, por exemplo, estratégias de flexibilização.


Nos novos modelos de negócios, no seu entender, por um lado o cliente terá um papel muito mais ativo na criação dos produtos e terá maior importância a customização e, por outro lado, as plataformas serão as novas formas de organização. Para se posicionarem nesta realidade, as empresas terão de enveredar por caminhos que permitam construir vantagem competitiva e apostar na inovação e qualificação das suas pessoas, disse ainda.



Unir esforços

Perante uma plateia digital composta por mais de oito dezenas de profissionais do sector, seguiu-se o espaço de debate, no qual os oradores foram convidados a refletir sobre questões como o futuro das empresas, os mercados, os clientes e os negócios.


Para Luís Febra, do Grupo SOCEM, “a cooperação é o mais importante” para as empresas quando se pensa em estratégia de futuro. Lembrou que o tecido empresarial é constituído, maioritariamente, por PME que, “no contexto global, são praticamente insignificantes”. Unir esforços será, no seu entender, a possibilidade de ganhar escala. “Se todos formos um bocadinho menos individualistas, talvez consigamos sair mais fortes nas crises”, afirmou.


Para Moritz Koppensteiner, da KOPPtec, a cooperação só se alcançará com confiança. “É preciso confiar e olhar para a criação de valor a nível coletivo”, advertiu, defendendo que, no seu entender, o maior desafio do futuro será a formação e criação de empregos.


Já Paulo Ferreira Pinto, da MoldWorld, considerou que o fundamental é que exista “coopetição”; ou seja, que as empresas se mantenham a competir, mas cooperando. “O que não vai mudar é a imprevisibilidade”, advertiu, frisando que as tecnologias têm, aí, um papel muito importante, uma vez que “ajudam a fazer a mudança”. E chamou a atenção para uma outra questão que considerou primordial: “o papel das pessoas”.


Defendeu ainda que, com a evolução dos mercados, os moldes tornaram-se hoje uma ‘commodity’, lembrando que há, cada vez menos, clientes com conhecimentos especializados. Os outros oradores concordaram com esta visão.


“Somos uma atividade de nicho, o que condiciona a nossa estratégia”, enfatizou Paulo Ferreira Pinto, considerando que o caminho, em termos de mercado, é seguir “para onde o custo não é o fator decisor”, mas sim a diferenciação e a inovação.


Moritz Koppensteiner destacou, neste tema, a importância de “entender o cliente”, sublinhando que, na sua visão, a indústria de moldes poderá pensar em estratégias e serviços que possam acrescentar valor ao seu produto.


Para Luís Febra, trata-se de “olhar para a dor dos clientes” e proporcionar-lhes aquilo que desejam: “mais conforto e menos responsabilidades”.


Para o moderador, Pedro Pereira, da SET, a indústria passa por um processo de transformação, no qual os novos modelos de negócio são uma realidade. Destacou questões como a sustentabilidade e economia circular, salientando que as empresas são forçadas “a repensar o mercado”.