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Tecnologia & Inovação

Como medir o grau de inovação das empresas na indústria 4.0?

20 Julho 2021

O paradigma da Indústria 4.0 é hoje uma realidade instituída para as empresas que ambicionam integrar a vanguarda tecnológica e produtiva, pelo menos nos países desenvolvidos.


A Quarta Revolução Industrial designa mais do que a digitalização de equipamentos, procedimentos, recolha de dados e sua disponibilização em rede IoT. Corresponde a uma transformação assente em quatro pilares: interconectividade, transparência da informação, decisões descentralizadas e assistência técnica. Para esse fim, a velocidade (tudo acontece a um ritmo mais rápido), a abrangência e a profundidade de diferentes mutações simultâneas, e a transformação estrutural de sistemas são aspetos críticos a ter em conta na transição digital das empresas, porque ditarão mudanças acentuadas no mercado de trabalho (Schwab, 2017). Aliás, a Pandemia de Covid-19 tem sido encarada como uma oportunidade para acelerar mudanças estruturais em algumas empresas.


Esta revolução implica, assim, uma mudança de atitude e a clara perceção de que vivemos num mundo global, interligado, radicalmente aberto, e em constante mudança, onde a única certeza é a importância do conhecimento para notabilização das empresas. A democratização da informação e das tecnologias estimulou a exigência na transparência processual e no acompanhamento próximo de projetos e serviços por parte dos clientes.


A inovação das empresas deve ter em conta os seguintes pressupostos:

OBSERVAR o mercado através de uma vigilância tecnológica ativa para compreender tendências e identificar novas formas de conceber produtos, serviços, processos, tecnologias, negócios, entre outras. Nesta fase, equacionam-se várias hipóteses de investigação e avalia-se o seu potencial a partir de equipas multidisciplinares.


ORIENTAR a estratégia de inovação para as áreas críticas de competitividade e da sustentabilidade.


DECIDIR por projetos de Investigação & Desenvolvimento (I&D) e de Inovação que fortaleçam estas áreas e explorarem os caminhos que a equipa considerou como sendo mais promissores.


AGIR, através de pilotos, demonstradores e processos ágeis, para avaliar o interesse do público-alvo, com a premissa chave de que toda e qualquer inovação tem de ser validada pelo mercado. Realizar interações de prototipagem, equacionar e testar o modelo de negócio da solução, e documentar etapas e conclusões são prementes para validar ou redefinir os pressupostos definidos em função das expectativas do mercado e da empresa.


Em termos gerais, o desenvolvimento de uma nova inteligência requer:

DESIGN: Não é suficiente a criação de produtos, serviços, experiências ou estilos de vida meramente funcionais. Hoje, é economicamente vital e gratificante, a nível individual, criar algo original que seja visualmente e emocionalmente apelativo.


HISTÓRIA: Numa altura em que as nossas vidas se encontram saturadas de informação e de desinformação, já não basta esgrimir bons argumentos a favor de um produto. Inevitavelmente, alguém, no lugar mais remoto, vai encontrar uma forma de os rebater. A essência da persuasão, da comunicação e do próprio conhecimento do ser humano passa, hoje, pela capacidade de criar uma boa narrativa em torno do que se pretende criar e vender.


SINFONIA: Perpetuar uma visão abrangente, cruzar fronteiras e combinar diferentes elementos para formar uma unidade nova e sedutora.


EMPATIA: Capacidade de compreender os desejos e as necessidades dos outros para que, ao demonstrar interesse e preocupação pelo outro, se possam estabelecer relacionamentos genuínos.


DIVERSÃO: Diversos estudos demonstram os benefícios decorrentes da união, harmonia, diversão, humor e boa disposição nas relações laborais para o aumento exponencial do bem-estar geral e da produtividade dos colaboradores.


SENTIDO: A opulência da nossa sociedade libertou milhões da luta pela sobrevivência, tornando possível perseguir objetivos mais significativos para o alcance pleno do sentido da vida.



Partindo das premissas enunciadas, é essencial que os empresários desenvolvam uma cultura contínua de inovação, com inteligência emocional e capaz de gerar valor diferenciador para o mercado, de forma rápida e incisiva, a partir de equipas multidisciplinares.



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Texto: Cristina Barros | CEO Sinmetro e Docente no Politécnico de Leiria
Publicação: Revista Molde 130