PIEP promove workshop sobre o papel da digitalização na transição para a economia circular
O PIEP e a Kistler, conscientes dos desafios atuais das empresas, (...)
02 Abril 2026
25 Março 2026
Ao classificar o sector de moldes e ferramentas como a "espinha dorsal" da indústria transformadora, a VDWF alerta que o desaparecimento do selo "Made in Europe" compromete a capacidade de inovação e a independência tecnológica de todo o bloco económico.
A Associação Alemã de Fabricantes de Moldes e Ferramentas (VDWF) enviou uma carta aberta urgente ao Governo Federal Alemão e à Comissão Europeia, neste início de 2026, para exigir apoio político imediato perante o risco de colapso do sector na Europa. O movimento, liderado pelo diretor-geral Ralf Dürrwächter e pelo presidente Thomas Seul, ocorre em resposta à queda drástica nos volumes de produção e ao aumento das insolvências, impulsionados pela concorrência de fornecedores asiáticos subsidiados e pela escalada dos custos operacionais.
Risco para a soberania tecnológica
A preocupação prende-se com o papel fundamental que os fabricantes de moldes exercem no ecossistema de produção. Segundo a VDWF, que representa mais de 500 empresas (incluindo unidades na Áustria, Suíça e Hungria), a perda da capacidade produtiva de moldes e matrizes compromete toda a cadeia de inovação europeia.
Sem o domínio local sobre as ferramentas de precisão, o sector da transformação de plásticos perde agilidade no desenvolvimento de novos projetos e torna-se excessivamente dependente de fornecedores externos, o que ameaça a soberania tecnológica da União Europeia.
Concorrência e subsídios estatais
Um dos pontos centrais da crise é a concorrência global, especialmente com o sector proveniente da China. Os fabricantes na Alemanha, compostos maioritariamente por pequenas e médias empresas (PME), apontam que o reconhecimento estratégico do sector pelo governo chinês — traduzido em fortes subsídios — coloca os moldes europeus numa desvantagem financeira insustentável. Esta pressão tem resultado numa queda acentuada da rentabilidade, tornando inviável o reinvestimento necessário em maquinaria e tecnologias de fabrico avançado.
As empresas portuguesas também enfrentam o desafio da escalada dos custos de produção e da pressão competitiva de países terceiros, cujos subsídios estatais permitem preços significativamente abaixo dos custos operacionais europeus. Para Portugal, a manutenção da soberania tecnológica da Europa não é apenas uma questão de independência industrial, mas um pilar essencial para a sustentabilidade de um sector que é fundamental para a balança comercial e para o emprego qualificado.
fonte: arandanet.com