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Indústria à Lupa

SRFAM: Qualidade e rigor na produção de moldes

11 Junho 2021

A SRFAM é uma empresa de moldes para plásticos que, com sede na Maceira (Leiria), iniciou a sua atividade em 1996. Constituída por uma equipa de 32 profissionais qualificados, fornece um serviço completo, desde a fase da engenharia ao produto final. Desde 2020, tem também uma área de injeção de plásticos. Alemanha, França, Espanha e Estados Unidos são os principais mercados da empresa, que se rege por um conjunto de valores que têm sido os fatores-chave do sucesso: profissionalismo, rigor e inovação.


A SRFAM nasceu em 1996, na Maceira (Leiria). Luís Rodrigues, o fundador, começou sozinho, prestando serviços de erosão à indústria de moldes. Com passos sólidos e ponderados, a empresa foi crescendo ano após ano. Tem atualmente 32 colaboradores, funcionando em instalações próprias, criadas de raiz em 2015. Abrange todo o processo de fabrico do molde, desde a fase da engenharia, projeto e produção, até ao produto final. Tem também uma área de injeção de plástico, inaugurada em 2020.


Luís Rodrigues conta que o trajeto da SRFAM “não tem sido fácil”, mas tem-se pautado por um percurso de inovação constante, que tem permitido conquistar clientes e consolidar a sua posição no mercado. Um dos pontos que destaca nesta caminhada é a inauguração e mudança de instalações, que permitiu a aposta mais sustentada na internacionalização da empresa. Exemplifica que, depois de uma dependência de mais de 70% do sector automóvel foi, com essa mudança, que a empresa se direcionou para outras áreas como as indústrias médica, farmacêutica, elétrica e eletrónica. O automóvel, conta, representa hoje cerca de 30% no total de produção da empresa e os principais mercados estão na Europa (Alemanha, França e Espanha), mas desenvolve também trabalhos para os Estados Unidos.



APOIO DA EUROPA

Num momento em que a economia passa por um período difícil, devido, no seu entender, “à estagnação que já se vinha sentindo na indústria automóvel, agravada pela pandemia de Covid-19”, Luís Rodrigues considera que “será muito difícil a situação voltar ao que era”, a não ser que a Europa “avance com medidas de proteção da indústria”, de forma a “atenuar os efeitos da concorrência com, por exemplo, a China”.


E recorda que, nos últimos anos, as empresas “investiram em tecnologias e pessoas, no sentido de aumentar a sua capacidade”. Ora, adverte, “nem todo este investimento foi sustentado e isso pode tornar muito complicada a situação económica, sobretudo neste sector”. Apesar disso, manifesta-se “otimista” em relação ao futuro, considerando que, em comparação com a situação do ano passado, “este ano, já se vê uma luz ao fundo do túnel”.


Em 2020, revela, “o nosso negócio caiu quase 70%”. E relata a enorme quantidade de visitas a clientes que foram desmarcadas, projetos congelados e feiras canceladas ou adiadas. “Não está a ser fácil”, admite. Contudo, destaca que uma das prioridades da empresa tem sido “manter o quadro de pessoal”, até porque acredita que quando a atividade económica for retomada, “é preciso que as empresas estejam prontas para isso”.


“Temos formação contínua, temos alguns equipamentos novos que vieram já em tempo de pandemia, incrementamos a otimização de processos e estamos a intensificar a parte comercial”, explica, adiantando que, neste momento, “só falta é que a atividade económica aumente”.