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Estudo revela evolução dos moldes portugueses nos últimos anos

09 Junho 2021

‘Posicionamento Competitivo da Indústria de Moldes’ foi o primeiro de um conjunto de três estudos produzidos pela CEFAMOL no âmbito do projeto “Tech-i9” que serão apresentados no mês de junho e que irão analisar o contexto atual do sector, apresentando temas para uma reflexão estratégica no seio da indústria que promovam o reforço da sua competitividade.
Na primeira sessão, que teve lugar no dia 8 de junho, Luís Pinto, da consultora Vitis apresentou um exaustivo documento que dá a conhecer a evolução da indústria de moldes em Portugal na última década. O autor explicou que foram realizados “cálculos e conceitos próprios tendo como objetivo a obtenção de informação o mais próxima possível da realidade da indústria” na atualidade.


Essa análise permitiu perceber, por exemplo, a forte dependência que o sector tem da indústria automóvel, algo para o qual o orador alertou como sendo “uma fragilidade estratégica”, uma vez que em situações de dificuldade desse principal cliente, os moldes portugueses se ressentem de imediato e com quebras significativas. Um dos exemplos disso é a situação que se atravessa atualmente. “Temos de tentar encontrar medidas que nos façam depender menos desta indústria”, advertiu, lembrando que, ciclicamente se passa por situações de quebras e, nesses momentos, “todos concordam que se deve fazer alguma coisa, investem na promoção noutros mercados e áreas e dão passos nesse sentido. Contudo, assim que a indústria automóvel recupera, as empresas de moldes ficam absorvidas pelo trabalho do dia-a-dia e esquecem estes passos que deram, até ao próximo momento de quebra”.



O ramo automóvel, disse ainda, tem vindo a reforçar a sua posição, chegando a representar 82% da produção em 2018. Para além de se concentrar predominantemente nessa indústria, o sector tem, também, um conjunto de 10 mercados predominantes, advertiu Luís Pinto, sublinhando que os três primeiros (Espanha, Alemanha e França) representam 55% do total e uma diferença abismal em relação aos que se seguem na tabela, com valores entre 2 e 7%.


Em termos mais micro, alertou que o mercado francês tem vindo a perder valor nos dois últimos anos e, no mesmo período, revela maiores dificuldades de penetração dos moldes portugueses.
O mesmo aconteceu com a Alemanha que, em 2019, baixou mais de 9% no consumo dos moldes nacionais. Luís Pinto enfatizou que, como as importações desse país não baixaram, isso significa que Portugal perdeu o lugar que ocupava para outros fornecedores.


Para mais informações siga este link: https://www.cefamol.pt/index.php?id=16&idn=444

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