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Economia & Mercados

Indústria de Moldes exige apoios contra a desindustrialização na Europa

25 Março 2026

Ao classificar o sector de moldes e ferramentas como a "espinha dorsal" da indústria transformadora, a VDWF alerta que o desaparecimento do selo "Made in Europe" compromete a capacidade de inovação e a independência tecnológica de todo o bloco económico.


A Associação Alemã de Fabricantes de Moldes e Ferramentas (VDWF) enviou uma carta aberta urgente ao Governo Federal Alemão e à Comissão Europeia, neste início de 2026, para exigir apoio político imediato perante o risco de colapso do sector na Europa. O movimento, liderado pelo diretor-geral Ralf Dürrwächter e pelo presidente Thomas Seul, ocorre em resposta à queda drástica nos volumes de produção e ao aumento das insolvências, impulsionados pela concorrência de fornecedores asiáticos subsidiados e pela escalada dos custos operacionais.



Risco para a soberania tecnológica


A preocupação prende-se com o papel fundamental que os fabricantes de moldes exercem no ecossistema de produção. Segundo a VDWF, que representa mais de 500 empresas (incluindo unidades na Áustria, Suíça e Hungria), a perda da capacidade produtiva de moldes e matrizes compromete toda a cadeia de inovação europeia.


Sem o domínio local sobre as ferramentas de precisão, o sector da transformação de plásticos perde agilidade no desenvolvimento de novos projetos e torna-se excessivamente dependente de fornecedores externos, o que ameaça a soberania tecnológica da União Europeia.



Concorrência e subsídios estatais


Um dos pontos centrais da crise é a concorrência global, especialmente com o sector proveniente da China. Os fabricantes na Alemanha, compostos maioritariamente por pequenas e médias empresas (PME), apontam que o reconhecimento estratégico do sector pelo governo chinês — traduzido em fortes subsídios — coloca os moldes europeus numa desvantagem financeira insustentável. Esta pressão tem resultado numa queda acentuada da rentabilidade, tornando inviável o reinvestimento necessário em maquinaria e tecnologias de fabrico avançado.


As empresas portuguesas também enfrentam o desafio da escalada dos custos de produção e da pressão competitiva de países terceiros, cujos subsídios estatais permitem preços significativamente abaixo dos custos operacionais europeus. Para Portugal, a manutenção da soberania tecnológica da Europa não é apenas uma questão de independência industrial, mas um pilar essencial para a sustentabilidade de um sector que é fundamental para a balança comercial e para o emprego qualificado.






fonte: arandanet.com