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06 Dezembro 2021
Atualmente, é muito comum falar-se de indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial como um fenómeno impulsionado pela emergência de tecnologias inovadoras e que causam efeitos profundos, quer nos sistemas de produção, quer nos modelos de negócio.
Na sua génese, este conceito sustenta que a interligação das máquinas, sistemas de produção e equipamentos produzirão redes inteligentes ao longo da cadeia de valor, permitindo a execução da visão das “fábricas inteligentes” - uma transformação metodológica e tecnológica do modelo de produção, conducente à melhoria da eficiência e produtividade.
Em concreto, o caminho da digitalização industrial pode tomar formas muito diferentes, sobretudo considerando a maturidade digital da empresa, nomeadamente:
• Tipo 1 – empresas em estado de desenvolvimento tecnológico inicial, que necessitam de adotar tanto tecnologias, como metodologias convencionais para promoverem a sua competitividade;
• Tipo 2 – empresas com um modelo de produção consolidado, que necessitam de se atualizar e adotar tecnologias 4.0, para oferecerem uma proposta de elevado valor ao mercado;
• Tipo 3 – empresas orientadas para a tecnologia, que procuram incorporar tecnologias 4.0 de última geração ou mesmo desenvolvê-las.
Na prática, a transformação digital é um processo que está a ser levado a cabo nas empresas industriais através da implementação de aplicações da indústria 4.0 de acordo com um sistema arquitetónico conhecido como a “pirâmide de automatização”, as quais podem ser: soluções de automatização, sistema MES e software ERP integrado, entre outras.
A indústria 4.0 promove a convergência entre o mundo físico e virtual, permitindo uma clara conexão e interoperabilidade entre os vários elementos dos diferentes níveis desta pirâmide: as aplicações da indústria 4.0.
Hoje em dia, a consolidação e crescimento atual e futuro das empresas industriais exige plataformas com aplicações integradas, que possam ser parametrizadas de acordo com as necessidades de cada organização. E todo este processo deve iniciar-se com a integração da área de gestão da empresa através de um ERP integrado.
O QUE É UM ERP?
Um ERP (Enterprise Resource Planning) ou software de planeamento de recursos empresariais é uma ferramenta utilizada por empresas de todas as dimensões para otimizar e automatizar as suas funções de gestão, nomeadamente a contabilidade, os recursos humanos, a distribuição e, nas empresas industriais em particular, consideram-se ainda como funções-chave a gestão de projetos, a gestão documental, o planeamento, compras e/ou subcontratação, entre outras.
Uma das questões primordiais de um software ERP é funcionar como um centro de dados unificado para uma diversidade de fluxos de trabalho, facilitando a troca de dados e informações entre departamentos. Além disso, os sistemas ERP também automatizam os processos em departamentos que normalmente seriam desenvolvidos de forma manual.
O QUE É UM ERP INTEGRADO?
Uma das questões basilares da indústria 4.0 é a integração, tanto vertical (da engenharia à fábrica), como horizontal (através da cadeia de valor), resultando em agilidade empresarial – um conceito que vai muito mais além da eficiência e possibilita uma resposta diferenciada ao cliente.
Ou seja, um ERP integrado é uma forma de conectar este software a outros sistemas empresariais, para assegurar a partilha de informação consistente, automatizando e simplificando assim os fluxos de trabalho e, inclusivamente, reduzindo substancialmente a possibilidade de erros humanos e ineficiências adicionais.
Para este efeito, é imprescindível o desenvolvimento de um projeto empresarial global e integrado de dados, processos e pessoas.
Aliás, os principais aspetos que configuram o verdadeiro potencial desta abordagem holística de criação de uma plataforma integrada comparativamente a outras abordagens de integração entre diferentes módulos ou software são:
. uma arquitetura de múltiplos serviços, orientada a uma resposta imediata a requisitos de informação e ação muito específicos de cada função ou área;
. análise de dados combinada;
. semântica comum.
Assim, um ERP integrado permite controlar todos os aspetos do negócio a partir de um único sistema, centralizando a informação, que passa a fluir de forma consistente através de toda a organização, promovendo:
. melhoria na comunicação e cooperação entre colaboradores e departamentos;
. aumento da eficiência dos fluxos de trabalho;
. visão holística da empresa e tomada de decisões informada, com base em dados em tempo real.
BENEFÍCIOS DE UM ERP INTEGRADO
Entre os vários benefícios que é possível elencar relativamente a um sistema de ERP integrado, destacamos os seguintes:
Texto: João Ribeiro (Diretor Geral da Sqédio S.A. | Grupo Ibermática)
Publicação: Revista Molde 131